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COMO CRIAR UM CAVALO INDEPENDENTE - Laura Graves

Atualizado: 7 de abr. de 2022

Aumente o potencial do seu cavalo com ajuda dessa cavaleira internacional.

Montar um cavalo - que responde às suas ajudas mais leves- é um sentimento mágico. Ele cria toda a força necessária para executar movimentos brilhantes, permitindo que você fique calmo na sela e aproveite o passeio. /Amy K. Dragoo


Você está fazendo mais força que o seu cavalo! Isso lhe soa familiar? Eu escuto os cavaleiros conversarem sobre isso nas competições, clínicas e aulas. Isso não é um elogio. Infelizmente muitos cavaleiros acreditam que o adestramento requer um tremendo esforço físico para que o cavalo execute o movimento. Não é verdade. É tarefa do cavalo produzir energia. Como cavaleiros, em um mundo ideal, nós somente temos que direcionar esta energia.

Um cavalo que está na frente da perna eu chamo de que “avança sozinho” – receptivo, responsivo, com ajudas leves e com habilidade de manter a andadura sem que o cavaleiro tenha que o cavaleiro tenha que ajudar o tempo todo – em qualquer nível. Quando você assiste um cavalo de Grand Prix realizando uma transição de passage para o trote alongado e retornado à passage, essa é a mesma habilidade que um cavalo de nível mais baixo demonstra ao fazer a transição do passo médio para o passo livre e retorna para o passo médio.


Montar em um cavalo que avança sozinho é uma sensação mágica. Ele está fisicamente envolvido e pronto para responder a todas as ajudas. Você tem todos os controles que precisa para movê-lo para frente e voltar e manter seu corpo reto, o que permite que ele se empurre igualmente o chão com suas quatro patas e, assim produza um movimento mais equilibrado. Quanto mais controle você tiver sobre seu corpo, mais efetiva é a comunicação com ele e assim poderá ficar com seu corpo mais quieto na sela. Nada irá perturbar a sua posição. Fica fácil sentar-se confortavelmente e elegante a sela.


Um cavalo fisicamente engajado fica mais fácil de se envolver mentalmente, o que ajuda a evitar evasões comportamentais comuns no trabalho, como assustar, empinar ou corcovear. Um cavalo que avança é menos assustado pois ele está mais concentrado no cavaleiro e no movimento em questão, ao invés de se preocupar com que está do outro lado da pista. Às vezes um susto real é inevitável, mas quanto o cavalo estiver focado fisicamente e mentalmente, isso será um problema cada vez menor.


Eu tenho flashbacks vívidos de aprender o avançar do cavalo pelo caminho difícil quando treinei meu primeiro cavalo de adestramento, um quarto de milha chamado Sunny, em Vermont. Eu me lembro de montá-lo no inverno com 20° com camisa regata e suando horrores. Depois de anos montando dessa maneira, conheci o treinador que me ensinou como conseguir que o meu cavalo ficasse “na frente da perna” pela primeira vez. Ele me ajudou a descobrir habilidades que beneficiaram todos os cavalos que eu montei desde então.

Montar um cavalo que está “atrás da sua perna” é como aprender a mudar a marcha do carro. Primeiro você está no ponto morto, depois BANG – você pula direto para a terceira marcha e para. Não há fluidez. Para conseguir realizar qualquer movimento, terá que chamar a atenção de seu cavalo constantemente através das suas pernas – acertar a aceleração, mudar as marchas e puxar o freio. Depois de estar atrás da perna durante anos, alguns cavalos aprendem a ignorar completamente as ajudas do cavaleiro. Cavalos muito sensíveis que foram montados atrás da perna podem ficar irritados e talvez até desenvolver hábitos perigosos, tais como corcovear e dar coices.


Não saber como formar um cavalo que avança sozinho é uma das razões mais comuns que vejo para que cavaleiros fiquem num mesmo nível por anos a fio. Eu adoro testemunhar aquele momento de luz quando eles descobrem como tudo é fácil, uma vez que eles ensinam seus cavalos a estarem na frente da perna. O sucesso em adestramento não é sobre aprender “truques” como apoiar, piaffe e mudanças de pé no ar. Trata-se de desenvolver a qualidade das andaduras o que permite que o cavalo executar os movimentos com maior facilidade.



MUDANÇA DE PÉ

Seu objetivo deve ser o de seu cavalo manter a intenção “para frente” em todos os momentos, não importa em qual andadura ele esteja. Por exemplo, se ele não conseguir se sustentar no galope sem que tenha que ser lembrado de avançar através de suas pernas, você não deve pedir uma mudança de pé no ar ou qualquer outro movimento mais técnico no galope. Aqui, o Tornado, um cavalo de sela holandês de 14 anos de nível Grand Prix, de propriedade de Katherine Schwartz, está demonstrando uma excelente mudança de pé no ar. Seus posteriores engajados e expressão relaxada mostram que ele tem muita energia à mão, então a mudança fica fácil de ser executada. | Amy K. Dragoo


Artigo original postado em setembro de 2016 por Practical Horseman


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